Despesas de estudantes diminuem com grupos do Facebook

Oferta de carona e de produtos com menor custo se destaca nas páginas da rede

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Por Juliano França

O Facebook é uma rede social estadunidense, de circulação mundial, que foi lançada na internet em fevereiro de 2004. No Brasil, a popularização do site começou a intensificar-se quatro anos mais tarde. Em 2012, ao ultrapassar o Orkut, a rede de relacionamentos cresceu e se tornou a primeira do ranking em número de usuários no país. Pouco mais de uma década depois, várias ferramentas foram adicionadas à página. Entre elas, pode-se destacar a criação de grupos através dos quais todos os membros, após solicitarem a participação, são direcionados para assuntos de interesse comum. Com isso, a interação entre internautas que exploram tópicos com finalidades semelhantes ficou facilitada.

Cada espaço possui conteúdos diferentes que tratam de particularidades, como programas de televisão, filmes, músicas e times de futebol. Há, também, os exemplos em que cada participante pode realizar trocas de objetos, oferecer produtos, vender ou alugar casas, carros, etc. E foi através disso que, em 2012, a comunidade “Carona – Florianópolis/Oeste de Santa Catarina” foi criada. O objetivo do grupo é reunir pessoas que se deslocam para os municípios do interior do estado com periodicidades diferentes, porém contínuas. É o que afirma o criador e administrador da página, Taylor Savegnago, que nasceu em Pinhalzinho, na região oeste catarinense.

O analista de sistemas explica que, com o espaço reservado no Facebook,  aumenta a chance de procura e de oferta de carona para as cidades do interior e também para a capital. “Resolvi criar o grupo para a viagem ficar mais cômoda e barata”, conta Savegnago. Ele ressalta que boa parte dos participantes são alunos da UFSC e da Udesc que moram em Florianópolis. Assim, a comunidade, que possui atualmente mais de 2 mil membros, tornou-se um ponto de referência para o estudante que deseja, por exemplo, visitar a família. Além de mencionar os precários serviços de ônibus que fazem as linhas para o interior de Santa Catarina e a dependência dos horários de viagem, Savegnago realça a divisão de despesas como uma forma de economizar vivendo longe de casa.

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Antônio de Almeida Santos mora na ilha desde o início do ano, quando começou a estudar na Universidade Federal de Santa Catarina. O estudante de Educação Física, que veio de Chapecó, conta que viaja para a cidade natal pelo menos uma vez por mês para ver os pais. Ele justifica que resolveu ir atrás de carona por ser mais barato e mais rápido, mesmo com a sua mãe ficando preocupada. “Eu ia sempre de ônibus, até descobrir o grupo”, afirma Almeida. Dependendo do número de pessoas que vai no mesmo carro, ele economiza até 150 reais por viagem. Se multiplicarmos por oito (meses letivos), esse valor chega a 1200 reais, o que, na prática, seria o valor que gasta com moradia em dois a três meses, dividida em uma república.

Outro grupo que é bastante acessado pelos universitários da capital catarinense é o “Pexinxando UFSC”, especializado em oferecer serviços e negócios. Mas a página, que também possui mais de 2 mil membros, é reservada especialmente para a comercialização de produtos. Estes, por serem seminovos, são vendidos por uma tabela de preços menor que a do mercado, o que não justifica estarem em mau estado. O exemplo mais comum é a venda de utensílios domésticos básicos, como guarda-roupa, cama, micro-ondas e fogão para os estudantes que vêm morar em Florianópolis. A oferta de materiais que são utilizados durante as aulas, como livros e calculadoras digitais, também se sobressai.

É nesse sentido que o acadêmico de Biblioteconomia da Udesc, Cleber Szczepanik, ao mudar-se para o bairro Trindade, no começo do ano, usou a página para comprar móveis que faltavam na nova casa. Ele conta que, se um dia for embora, vai fazer a mesma coisa, isto é, “divulgar os produtos que comprou no mesmo lugar”. Vale lembrar que as normas que mantêm a comunidade em ordem estão estabelecidas na interface do grupo. As principais se refletem na obrigatoriedade da foto e do preço do produto oferecido e na proibição de xingamentos em anúncios de outros usuários. O texto faz referência, inclusive, aos crimes de receptação e de pirataria.

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