Comida sobre quatro rodas

Food trucks levam qualidade de restaurante para as ruas

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Por Marina Simões

Comida de qualidade, com uma proposta diferente e um acesso muito mais fácil. Os food trucks, restaurantes sobre rodas, ganharam as grandes cidades brasileiras e em Florianópolis não foi diferente. Poder saborear comida de restaurante nas ruas sem se preocupar com o vestuário, ou a aparência em geral, se tornou um dos maiores atrativos desse tipo de estabelecimento. Felipe Nyland e Thiago Belluf conheceram os food trucks durante uma viagem e se interessaram em abrir esse tipo de restaurante. Felipe conta que os dois pensaram em levar cervejas artesanais e alguns petiscos sobre quatro rodas a vários pontos da Ilha durante o final de semana. “Pesquisamos em São Paulo para ver como era, mas quando chegamos em Floripa ficamos sabendo que aqui não tinha nenhuma legislação específica para os trucks”.

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Pensando em chamar atenção para esse problema, os dois criaram o primeiro evento de food trucks de Santa Catarina, que ocorreu no dia 22 de novembro de 2014. O Food Truck Experience reuniu 21 restaurantes vendendo hambúrgueres, picolé, comida oriental, brownies, pizza, enfim, muita variedade. Cerca de 10 mil pessoas compareceram ao evento, que durou nove horas, confirmando que existe público para esses estabelecimentos aqui na capital. “A gente quis abrir espaço tanto para quem tem food truck hoje em Florianópolis ou está em vias de ter, quanto para quem tem interesse em montar alguma coisa ao redor do conceito. Tem gente com plano de negócio pronto, tem gente que está louca para abrir, mas tem com medo, não sabe se vai vingar”, conta Thiago com otimismo.

Os proprietários da Toshi Temakeria, Danilo Rosa e Jefferson Matias, enfrentaram o medo e foram os primeiros a abrir um truck especializado em comida oriental em Santa Catarina. O trailer adaptado funciona de segunda a sexta-feira e atende cerca de 100 clientes por dia. Para Jefferson, a grande vantagem do negócio é o contato com as pessoas. “Os clientes se sentem mais à vontade. Podem sair da academia ou do trabalho, passar aqui e comer bem. A gente vê eles saírem satisfeitos com o nosso atendimento”. Desde junho deste ano, o restaurante vende sushis, sashimis e temakis no estacionamento de uma loja no bairro Santa Mônica. “O espaço é alugado e temos que ter o contrato com a loja e o alvará da prefeitura para ficar nesse local. O aluguel é de 500 reais. Geralmente, nós trazemos a água de casa, mas quando falta pegamos daqui e a luz é separada, da Celesc”, explica Danilo.

Atualmente, a existência de food trucks em Florianópolis depende desse tipo de contrato. Não existe nenhuma lei que regulamente o serviço, ou os diferencie de uma simples van de comida. Para ser um verdadeiro food truck, o carro precisa ter cozinha industrial, coifa e pia. Além disso, o conceito desses furgões sugere que eles não operem em locais fixos e circulem por diversos pontos da cidade. Em 2013, São Paulo se tornou o primeiro estado brasileiro a autorizar essa atividade, o que inspirou o vereador Edmilson Pereira, do PSB, a criar um projeto de lei semelhante em Florianópolis. “São Paulo acordou para querer ver a população na rua. Acho que se o projeto de lei for bem vindo, só tende a ajudar a cidade a ter uma harmonia melhor. Esse projeto vem com o objetivo de tentar movimentar áreas, que hoje não são movimentadas e fazer as pessoas se conectarem mais”.

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A estudante de Direito Vivien Feijó foi ao Food Truck Experience e disse que adorou a iniciativa. “Dá uma disponibilidade de sabores e opções que um restaurante não dá. Acho legal que tenha um evento desses pelo menos uma vez por mês aqui em Florianópolis”. Outros consumidores também aprovaram a ideia. Júlia Moraes é jogadora de hóquei e já frequentava os trucks. “Eu não preciso me preocupar com a roupa, com o meu vestuário. Posso sair de um treino ou de um campeonato e ir direto para o food truck saciar minha fome”. Outra vantagem dos restaurantes sobre rodas é o preço. No furgão da Nebraska Burger, um hambúrguer gourmet com batatas fritas custa 20 reais. Enquanto isso, o mesmo prato sai por 33 reais em um restaurante especializado. Experimentar essa nova opção de comida de rua é uma boa oportunidade para o público degustar algo que faz bem tanto para o estômago, quanto para o bolso.

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