Surto da dengue avança

Além de SC, outros estados brasileiros sofrem com o aumento do número de casos e de mortes 

Casos de dengue ocorrem também pelo más condições de armazenamento de água - Foto: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)

Casos de dengue ocorrem também pelas más condições de armazenamento de água – Foto: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)

Por Livia Lopes Rezende

O período de chuvas faz o risco de dengue aumentar em todo país. No Estado de Santa Catarina, o aumento foi de 338% desde o começo do ano, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE). Em Itajaí, o número de focos era de 226, no mês de abril, sendo a cidade com mais casos do estado.

Esse surto de dengue se deve ao crescimento do foco do mosquito. Para o coordenador do Programa Estadual de Controle da Dengue, João Augusto Fuck, as cidades consideradas infestadas estão apresentando disseminação e manutenção de focos. “Essa infestação representa um risco para a transmissão da doença, visto que como não há vacina disponível para a doença, o elo para evitar a transmissão é o controle do vetor. Além disso, por ser um Estado turístico, pessoas podem chegar doentes, onde o mosquito pica uma pessoa doente em período de viremia (presença do vírus no sangue) e pode transmitir a doença para outras pessoas”, ele adverte.

Os municípios mais afetados são Anchieta, Balneário Camboriú, Chapecó, Coronel Freitas, Guarujá do Sul, Guatambu, Itajaí, Itapema, Joinville, Palmitos, Passo de Torres, Pinhalzinho, Planalto Alegre, São Miguel do Oeste, Serra Alta, Xanxerê e Xaxim. “Até o dia 12 de maio de 2015 foram detectados 4.602 focos de Aedes aegypti em 99 municípios catarinenses”, confirma o coordenador. Em um comparativo com os dados de 2014, no estado, foram 69 casos confirmados, segundo a DIVE. Já a capital, até a primeira semana de maio, teve 142 casos de suspeitas de dengue registrados.

Regiões mais afetadas

A situação mais crítica se encontra em Itajaí. Mas João Augusto alerta: “Os piores casos que ocorreram dentro de Santa Catarina foram registrados também em Joinville, Itapema e Chapecó. O risco de transmissão acaba sendo maior nos municípios considerados infestados pelas larvas”. Segundo a Diretoria, os pontos com maior ocorrência do mosquito são encontrados em lixos e pequenos depósitos de armazenamento.

Para o Ministério da Saúde, mais da metade dos casos registrados no país foram no estado de São Paulo, com mais de 50 mil notificações até fevereiro deste ano. Em relação ao país todo, já são mais de 700 mil casos só nos quatro primeiros meses, sendo aproximadamente 68% na região Sudeste, 12% no Centro-Oeste, 13% no Nordeste, 6 % no Sul e 1% no Norte. Até abril, foram constatadas 229 mortes em todo o Brasil. Em média, é um caso de dengue a cada cinco minutos.

O Ministério ainda alerta para pessoas que moram ou tenham viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença do Aedes aegypti que apresentem febre, usualmente entre dois e sete dias, devem procurar um posto de saúde para confirmar a suspeita. Os sintomas da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nos olhos/atrás da cabeça, podendo manifestar-se também através de manchas vermelhas na pele. A dengue possui três formas: dengue clássica, dengue febril de intensidade leve a moderada e a dengue hemorrágica.  As prevenções variam desde colocar telas nas portas e janelas, passar inseticidas e repelentes, e, principalmente não deixar água parada. Os mais afetados são idosos, pessoas com doenças crônicas, crianças e gestantes.

O Ministério da Saúde, além da transferência normal de recursos para estados e municípios, disponibilizou um adicional de R$ 150 milhões para políticas de prevenção à dengue no país.

Mapa da dengue em Santa Catarina - Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)

Mapa da dengue em Santa Catarina – Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)

 

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