O que o futuro nos reserva

A evolução da ciência transforma o mundo em que vivemos e algumas inovações tecnológicas são uma pequena amostra do que ainda está por vir

Geladeira Inteligente oferece receitas e indica o que você pode cozinhar - Imagem: delisi.blogspot.com.br

Geladeira Inteligente oferece receitas e indica o que você pode cozinhar – Imagem: delisi.blogspot.com.br

Por Ana Carolina Inácio

São muitas as tecnologias que surgem no mundo a todo momento. Diversos métodos para aperfeiçoar o que já existe, e elas estão longe de chegarem ao fim. Com o passar do tempo as empresas estão buscando, cada vez mais, novas formas de facilitar a vida da sociedade, seja com um aplicativo que poupe tempo no seu dia a dia, ou com algum novo procedimento para a cura de uma doença. Podemos aprender, a cada ano que passa, uma nova forma de lidar com a vida utilizando essas tecnologias. Confira, aqui, algumas novidades já programadas:

Internet das coisas

Ela tem como objetivo criar um sistema global de registro de bens usando um sistema de numeração único chamado Electronic Product Code. Os objetos terão a capacidade de interagir e se conectar, e poderão ter identidades eletrônicas ou serem equipados com sensores que detectam mudanças físicas nos aparelhos e no ambiente onde estão instalados.

Que tal uma geladeira que faz a sua lista de compras do supermercado? Koo Bom-Moo, chefe CEO da LG, idealizou um eletrodoméstico que impede que você esqueça de adquirir alguma coisa que falta na sua geladeira. A geladeira LG, modelo LFX31995ST, compõe a linha Smart Thing e é capaz de controlar a sua lista de compras. Ela também te indica quantos ovos ou litros de leite restam em seu interior, e ainda envia uma foto do que está faltando. Mas essa inovação pode ter seu lado positivo e negativo do ponto de vista do público. “A praticidade desse eletrodoméstico é o grande diferencial. Fará uma grande diferença na vida de qualquer dona/dono de casa. De ponto positivo temos a praticidade. Mas, de negativo, além de não ser um produto barato, será bem acima do preço,” diz a servidora pública Júlia Farias. A geladeira já foi lançada e o preço pode chegar a R$ 6.000,00.

Também temos a chamada “Geladeira Inteligente”. Criada pelo designer Fabian Kreuzer, usando leitores RFID, banda larga e telas touch screen, ela permite identificar a quantidade, tipo e data de validade dos alimentos que estão dentro dela. Usando uma câmera e sensor de movimento, a geladeira também mostra os produtos sem precisar abri-la.

Segundo o jornalista da  área de Tecnologia, Diego Kerber, “praticamente todo mundo da área da tecnologia está indo para o lado da internet das coisas e, muitas vezes, está cada um no seu padrão. Então você tem um mundo de informações que a sua geladeira sabe, que o facebook sabe, que o celular sabe, e cada um deles tá dentro de uma empresa ou marca. Então, a sua geladeira não conversa com o seu facebook e eles não trocam informações e isso acaba perdendo o sentido. O importante seria o seu celular avisar o que falta na sua geladeira.”

Outro equipamento criado dentro do espaço da internet das coisas é uma pulseira com a qual se poderá controlar qualquer mecanismo em sua casa. A Reemo ainda não está à venda, mas com ela você será capaz de controlar alguns aparelhos elétricos apenas apontando com a sua mão em sua direção.

Saúde monitorada

A tecnologia pode ajudar, e muito, na hora de controlar a saúde. “Todos os equipamentos têm suas peculiaridades e se baseiam em conceitos fisiológicos das áreas que atendem (Nutrição, Fisiatria, Cardiologia, Endocrinologia) e, certamente, contaram com o aval de especialistas para seu desenvolvimento. No entanto, a questão é como devemos usá-los”, explica a médica Denise de Cássia Moreira Zornoff, do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Unesp, em entrevista ao site Minha Vida.

Os novos aparelhos podem ser grandes parceiros dos profissionais de saúde no acompanhamento de seus pacientes, mas não substituem os exames clínicos que devem ser feitos. “Além disso, todo e qualquer equipamento ligado à área da saúde precisa ter passado por rigoroso controle de qualidade antes de ser colocado no mercado, incluindo algumas certificações por agências reguladoras de cada país. No Brasil, a Anvisa e os Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde têm importante ação neste sentido”, alerta Denise. O maior risco é a pessoa tentar se autodiagnosticar e fazer um autotratamento.

O aparelho Cue, da Avie, é um pequeno dispositivo eletrônico que lembra as mulheres de fazerem o autoexame de câncer de mama. Ele é à prova d’água, e pode ser fixado na parede do chuveiro e apita sete dias após o período menstrual,  época  ideal para efetuar o autoexame de mama. Além disso, o Cue avisa quando devem ser realizadas as consultas com o ginecologista.

O aplicativo do iPhone nomeado “iBGStar Diabetes Manager” permite que você acompanhe as informações sobre o diabetes. O plug-in é um medidor de glicose que também faz controle do consumo de carboidratos e das doses de insulina. Você pode conectá-lo ao iPhone e ao iPod Touch para controlá-lo. Além do mais, os seus dados podem ser impressos ou compartilhados por e-mail com o seu médico.

Impressoras 3D como fábricas

Será possível imprimir em casa roupas com tamanho e tecido desejados - Reprodução/jhharris.prosite.com

Será possível imprimir em casa roupas com tamanho e tecido desejados – Reprodução/jhharris.prosite.com

Até o final da década, são grandes as chances de impressoras 3D estarem nas prateleiras das lojas, misturadas aos modelos comuns. Com elas, se pode fazer desde peças para brinquedos até sistemas de próteses. Só é necessário saber realizar uma modelagem 3D e qualquer objeto pode ser construído. Os tipos de impressoras 3D são variadas: podem  produzir comida,  roupa e até mesmo casa.

A Natural Machines, de Barcelona, criou a Foodini. Com ela, você poderá criar alimentos com formas, alturas e volumes diferentes. Já foram criados hambúrgueres de queijo, com o pão e o molho de queijo feitos na máquina, e até uma pizza que saiu da impressora diretamente para o prato.

Já o designer industrial Joshua Harris criou um projeto no qual os estilistas poderão vender cartuchos com suas estampas e materiais pela internet e disponibilizar o molde para ser impresso. Com isso, será possível criar um novo modelo em segundos.

No dia 5 de julho deste ano, a designer israelense Danit Peleg, fez um desfile de moda com roupas inteiramente produzidas em impressoras 3D em seu trabalho final da Faculdade de Engenharia e Design Shenkar. A impressão ainda demora mais de cem horas para ser concluída, mas isso já nos dá uma noção do que poderemos alcançar em um futuro próximo.

E o professor da University of Southern California, Behrokh Khoshnevis,, concebeu a impressora de casas que consegue imprimir em 3D uma casa de 230 m³ em 20 horas. A estrutura é feita de camadas de concreto, e a máquina pode ser programada para pintar paredes, colocar telhas, pisos, encanações e fiação elétrica. Nomeada Contour Crafting, promete trazer uma economia de mão de obra e uma solução para quem precisa construir casas com mais rapidez.

 

 

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